segunda-feira, fevereiro 17, 2003

Sem dinheiro, Abril Pro Rock aposta no Brasil

Bernardo Araujo



The Charlatans, Asian Dub Foundation, Soulfly, The Mission, Ataque 77. Todas essas bandas já se apresentaram no festival pernambucano Abril Pro Rock, que em 2003, em sua 11 edição, não poderá repetir o feito. Com a exceção da desconhecida banda punk alemã Terrorgruppe, o APR será composto de brasileiros, de consagrados como o Ira! e O Rappa a apostas como Chico Corrêa e o Cachorro Grande.



— No ano passado não teve Free Jazz, o Rock in Rio deste ano foi cancelado — lembra o produtor Paulo André, que programa o Abril Pro Rock desde o início, em 1993. — É triste, mas pelo menos pude ver que o problema para trazer artistas gringos não era só meu. No ano passado, com o dólar a R$ 2,30, já foi um sufoco para ter o Mission e os Charlatans. Agora não dá.



Mesmo com os problemas, Paulo André se orgulha de manter o festival ativo.



— Acho que hoje o Abril é o festival que se mantém firme há mais tempo, sem ser cancelado nenhum ano — diz. — E uma das nossas características sempre foi apresentar novos artistas ao público, é o que vamos fazer com o Chico Corrêa, um grupo de pop eletrônico da Paraíba, e as cantoras baianas Nancyta e Pitty.



Como sempre, o festival vai misturar artistas grandes do Rio, de São Paulo e Recife aos novatos, em dois palcos. O primeiro dia, sexta, 11 de abril, terá O Rappa, a Nação Zumbi e o DJ Dolores e a Orquestra Santa Massa. No sábado, dia em que todo o Nordeste se desloca atrás de shows de rock pesado, a tarefa que em 2002 foi do Sepultura será do Shaman. No domingo, a atração principal é um velho sonho de Paulo André:



— Nunca tinha conseguido trazer o Ira! ao festival, era a banda brasileira que faltava — diz ele.



Fonte: O Globo On line




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