domingo, maio 18, 2003

Mada: animação da última noite contagia público

Emídia Felipe
Repóter do DIÁRIO DE NATAL


A última noite do Mada - Festival Música Alimento da Alma - manteve milhares de pessoas no Largo da Rua Chile até às 3h30 desse domingo (18/5), em shows embalados por regionalismo, rock e até funk. A chuva fina e rápida só apareceu no fim na festa, para refrescar o calor causado pela carioca Fernanda Abreu, que agradou com um show muito bem feito. Do lado de dentro, aplausos para a estrutura do festival e para o público - não foram vistas confusões comuns em eventos de grande porte - mas fica a expectativa para essa semana quando a Polícia deve divulgar se houve roubos e assaltos e quantos foram, principalmente no lado de fora. No mais, todas as tribos se encontraram para prestigiar a música, em especial a potiguar, que merece continuar contando com o apoio de seus conterrâneos.

Regionalismo "na veia"

Para quem chegou cedo, na feirinha, logo na entrada, Dona Militana, com seu "canto ancestral", mostrou suas histórias e cantorias - elogiadas pelo Brasil inteiro. No show, a platéia soube aproveitar todo o regionalismo da banda de origem ''potiguacana'' Jaraguá Mulungú. Formada por integrantes do RN e de Arcoverde (PE), a JM tirou aplausos da maioria da platéia, apesar de poucas pessoas - em relação ao número que havia à meia-noite - terem chegado às 21h, quando começou o show.
Chico Correia & Eletronic Band continuou a linha de ritmos nordestinos. Seu trabalho mistura o regional - vocais que fazem referência a personagens da cultura popular do nordeste - a "drum´n bass" e "acid jazz" - picapes e saxofone. A mistura bem feita, com destaque para o som do sax, agradou o público, principalmente quando a batida ficou mais rápida.
Já o forró da pernambucana Chá de Zabumba proporcionou um dos momentos mais inusitados da noite. Uma quadrilha improvisada e um ''trenzinho'' animaram até os que apareceram só para escutar rock. O ritmo nordestino chegou a todos que viam a banda e muita gente dançou, sozinha ou acompanhada, mesmo que fosse o ''dois-pra-lá-dois-pra-cá''.

E o rock?

O trio carioca Autoramas, com guitarra, baixo e bateria chegou para a alegria dos roqueiros. Boa performance no palco e rock no som. Em seguida, também do Rio, Acid X começou seu show. Músicas com toques de "acid jazz", ritmos latinos deram o tom ao pop da banda, que tinha na composição bateria, guitarra, baixo e picapes.
Como era de se esperar, dentre as bandas ''novas'', uma das melhores respostas do público foi para Lan Lan e os Elaines, devido o trabalho já ter espaço na mídia nacional. A turma da percussionista que ficou conhecida por seu trabalho com Cássia Eller foi a sexta banda a subir no palco e trouxe o rock como base.

Romantismo

Especialmente para os casais apaixonados, Frejat fez um show bem romântico, com músicas como "Segredos", "Por você" e "Amor pra recomeçar". Houve as mais "rock", mas "vou apertar mas não vou acender agora" - da música "Malandragem Dá um Tempo, de Bezerra da Silva" - foi um dos refrões repetidos pelo público que mais o agitaram, principalmente quando Frejat o ofereceu ao pessoal do Planet Hemp.

Aplausos para a "garota sangue bom"

Ela confessou o desejo de vir para a cidade do sol desde o seu primeiro disco solo, em 1990. Integrante da antiga "Blitz", a carioca Fernanda Abreu fez um show para ninguém colocar defeito. As músicas e a presença de palco, passando pelas coreografias e pela interatividade com o público, agradaram as milhares de pessoas que, apesar de terem esperado pelo menos 15 minutos para o início do show, permaneceram ligados durante toda a apresentação, cuja duração, infelizmente, não passou de 1h20.
As músicas vieram desde sucessos da carreira como "Rio 40 graus" até "Baile da Pesada" e "Roda que Mexe", do último disco, "Entidade Urbana". Fernanda mostrou toda a sensualidade e "swing" da música brasileira, sem preconceitos. Funk, samba, rock e "outras coisas mais" formaram a trilha sonora que contagiou a todos que estavam no largo, que assistiram e aplaudiram entusiasmados. Até a pitada romântica da moça causou frisson na platéia. O primeiro a subir no palco para o "baile" que a cantora fez foi o estudante de Jornalismo Marcelo Ceccocione, 29, que dançou de rosto colado com Fernanda no palco, onde também subiram mais cinco pessoas, que dançaram com os integrantes da banda carioca.






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